O cinema em 2010 não trouxe muitas histórias arrebatadoras. O que ficou marcado foram as histórias bem contadas e as narrativas envolventes ou reflexivas. Mensurado a partir disto, este é um levantamento com os filmes mais marcantes que foram para a tela do cinema no ano passado em circuito comercial nacional. A apresentação é em contagem regressiva.
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O pódium da lista foi o mais difícil de ser escolhido. Entre o visceral filme francês de máfia passado na prisão, o tocante drama do menino turco à espera do pai desaparecido (quem não viu, prepare-se para ter o coração partido – esteja avisado) e o competente documentário que remonta uma das noites mais surreais e encantadoras da história dam música brasileira, considero essas três primeiras colocações varíaveis.
Runners up: Kick Ass, A Origem (Inception), Lunar (Moon), Onde Vivem os Montros (Where The Wild Things Are) e Amor Sem Escalas (Up In The Air).
29.12.10
28.11.10
Como fazer um comercial sem orçamento em 6 horas
O fato: O curso pré-vestibular havia encomendado para uma produtora de Porto Alegre, um vídeo comercial para veicular na RBS TV Serra Gaúcha durante o vestibular de verão 2011. Dias antes da mídia ir ao ar, a direção do curso atendeu a sugestão de uma consultoria de marketing para não veicular o material, já que o vídeo incitava a violência e não deixava claro que se tratava de um institucional de uma escola para vestibulandos. Fui chamado para avaliar o clipe.
A análise: Imagens (se de banco free ou não, não sei dizer) mostrando perseguições, pânico, correria, explosões, balas de revólver caindo no chão, trilha batidão e barulhenta. Frases alucinadas surgem ta tela dizendo que algo está para acontecer, que é preciso buscar ajuda. No final surge o logo da escola. Ao que entendi no momento, parecia curso de preparação para algo como concurso público de oficial de justiça ou para alguma coisa relacionada a segurança.
O briefing: Refazer o material com custo zero, mantendo a proposta de que a escola está se disponibilizando a ajudar aos pretendentes a acadêmicos.
O prazo: Menos de 12 horas - comecei por volta das 0h e terminei de fazer o movie às 7h.
Modo de fazer: Anote as frases do clipe original e procure entender do que se trata. Uma vez entendida a mensagem, reconstrua algumas delas, pensando em um conceito que indique bem-estar, confiabilidade e segurança. Se possível, procure pensar por qual o tipo de sensação você seria atraído ao escolher um curso pré-vestibular. Qualidade de vida? Ok. Pegue qualidade de vida e imagine você já no campus: gente inteligente, bem vestida, novas amizades, festa e praia no final de semana, geeks orientais estudando no gramado... Quando o low-budget é o no-budget, recorra ao bom e velho banco de imagens free. As melhores imagens vão ter assinatura em marca d'água. Carimbo e gotinha nelas! Sutilmente, inclua também umas imagens que passem a ideia de vitória, de competição e comemoração. E porque não umas gostosas semi-nuas e uns bonitões sem camisa?
Pra finalizar, escolha uma trilha free do Mac (Redondo Beach Long tem uma carga emocional que geralmente funciona). Monte as imagens em mosaicos no Photoshop. Dê um motion de aproximação ou afastamento em cada uma delas no Final Cut. Inclua as frases de efeito sobre as imagens e voilà! Olha um comercial fast food saindo...
A análise: Imagens (se de banco free ou não, não sei dizer) mostrando perseguições, pânico, correria, explosões, balas de revólver caindo no chão, trilha batidão e barulhenta. Frases alucinadas surgem ta tela dizendo que algo está para acontecer, que é preciso buscar ajuda. No final surge o logo da escola. Ao que entendi no momento, parecia curso de preparação para algo como concurso público de oficial de justiça ou para alguma coisa relacionada a segurança.
O briefing: Refazer o material com custo zero, mantendo a proposta de que a escola está se disponibilizando a ajudar aos pretendentes a acadêmicos.
O prazo: Menos de 12 horas - comecei por volta das 0h e terminei de fazer o movie às 7h.
Modo de fazer: Anote as frases do clipe original e procure entender do que se trata. Uma vez entendida a mensagem, reconstrua algumas delas, pensando em um conceito que indique bem-estar, confiabilidade e segurança. Se possível, procure pensar por qual o tipo de sensação você seria atraído ao escolher um curso pré-vestibular. Qualidade de vida? Ok. Pegue qualidade de vida e imagine você já no campus: gente inteligente, bem vestida, novas amizades, festa e praia no final de semana, geeks orientais estudando no gramado... Quando o low-budget é o no-budget, recorra ao bom e velho banco de imagens free. As melhores imagens vão ter assinatura em marca d'água. Carimbo e gotinha nelas! Sutilmente, inclua também umas imagens que passem a ideia de vitória, de competição e comemoração. E porque não umas gostosas semi-nuas e uns bonitões sem camisa?
Pra finalizar, escolha uma trilha free do Mac (Redondo Beach Long tem uma carga emocional que geralmente funciona). Monte as imagens em mosaicos no Photoshop. Dê um motion de aproximação ou afastamento em cada uma delas no Final Cut. Inclua as frases de efeito sobre as imagens e voilà! Olha um comercial fast food saindo...
14.11.10
Cinema de identidade cultural [2]
Na íntegra, a apresentação da palestra Cinema de Identidade Cultural, sobre a instalação do Núcleo de Produção Audiovisual Flores da Cunha/Brasil (NPAV) de acordo com os propósitos da União Europeia - que financiou a instalação do projeto através do programa URB-AL.
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11.11.10
29.10.10
#fashionkids
To tirando bacharelado em dirigir pimpolhos. Estão aí algumas fotos do catálogo da Coleção Inverno 2011 da grife infantil Colorkids, o segundo ensaio para a marca que faço direção de cena (o primeiro foi a Coleção 2010, com o fotógrafo Tiago Coelho, que postei aqui. Uma semana depois, já estava no set do catálogo de inverno da Diggs, outra marca infantil, mas que procurei dar um enfoque bem diferente na abordagem.
A coleção da Colorkids foi inspirada na monarquia francesa, com looks românticos para as meninas e urbanos para os meninos. Para a concepção visual do material, uma das referências foi Maria Antonieta (Marie Antoinette, Sofia Copola, 2006), um dos meus filmes preferidos. Claro que a partir da referência que nós formatamos o projeto ideal para essa coleção. E foi aí que permaneceu a ideia do clássico, do elegante, mas que não perdesse as texturas infatis. A locação foi o Hotel Casa da Montanha, em Gramado - que tem quartos com diárias entre R$ 400,00 e R$ 700,00. Cada quarto tem uma decoração exclusiva - e papéis de parede que deram a maior força para essa produção ficar impecável. A produção de moda é da Michele Gubert (@MiGubert) e as fotos são do Silas Abreu.
11.10.10
Uma tomada aérea da cidade
Durante pré-produção do filme promocional do Roteiro Turístico Vales da Serra, quando visitamos os seis municípios da Serra Gaúcha que fazem parte do programa, nos deparamos com algumas surpresas e particularidades em cada uma das cidades. Uma delas eu postei aqui no Twitpic, na época. Algumas não funcionavam quando filmadas, porque são sensoriais, outras sequer eram consideradas como no programa turístico, mas que ganharam destaque no vídeo – como a pitoresca e charmosa pousada e café em São Marcos, o Café Emporium. Outro destaque é uma tomada aérea noturna de Antônio Prado que está no filme. Veja o trecho:
Obviamente que a ideia foi dar um breve desnorteamento, antes do espectador perceber que se trata de uma maquete. Ainda não tive a chance de saber se o trecho funciona ou não. Dos poucos comentários que pude coletar (somente a equipe e alguns amigos e familiares haviam visto o vídeo editado até então), poucos dão-se conta que se trata de uma maquete, antes da mão surgir e posicionar a miniatura da árvore. Houve quem percebesse logo que amanhece ou quem teve poucos segundos de dúvida – caso do Jardel, que editou o trabalho e afirma ter percebido quase de imediato que se tratava de uma maquete, porque as luzes da maquete apagam sincronizadas. A referência da mão surgindo, presumo que alguém já deve ter percebido, vem da primeira cena de Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice, 1988), de longe o meu filme favorito do Tim Burton.
Esta maquete é trabalho do pesquisador, produtor cultural e escritor Fernando Roveda. O cara é um dos grandes mantenedores da herança da cultura italiana em Antônio Prado, que em termos de arquitetura é o mais autêntico núcleo remanescente da ocupação italiana no Brasil. São 46 prédios tombados do centro da cidade, todos eles devidamente representados na maquete do Roveda. A atração, realizada para ocupar o Centro Cultural da cidade, foi desenvolvida com o objetivo de percorrer o Brasil, divulgando a história e a cultura deste patrimônio histórico. A obra tem 7 x 4 metros, teve o custo total de R$ 22 mil, dos quais R$ 17.490 são investimento do Programa Monumenta.
Obviamente que a ideia foi dar um breve desnorteamento, antes do espectador perceber que se trata de uma maquete. Ainda não tive a chance de saber se o trecho funciona ou não. Dos poucos comentários que pude coletar (somente a equipe e alguns amigos e familiares haviam visto o vídeo editado até então), poucos dão-se conta que se trata de uma maquete, antes da mão surgir e posicionar a miniatura da árvore. Houve quem percebesse logo que amanhece ou quem teve poucos segundos de dúvida – caso do Jardel, que editou o trabalho e afirma ter percebido quase de imediato que se tratava de uma maquete, porque as luzes da maquete apagam sincronizadas. A referência da mão surgindo, presumo que alguém já deve ter percebido, vem da primeira cena de Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice, 1988), de longe o meu filme favorito do Tim Burton.
Esta maquete é trabalho do pesquisador, produtor cultural e escritor Fernando Roveda. O cara é um dos grandes mantenedores da herança da cultura italiana em Antônio Prado, que em termos de arquitetura é o mais autêntico núcleo remanescente da ocupação italiana no Brasil. São 46 prédios tombados do centro da cidade, todos eles devidamente representados na maquete do Roveda. A atração, realizada para ocupar o Centro Cultural da cidade, foi desenvolvida com o objetivo de percorrer o Brasil, divulgando a história e a cultura deste patrimônio histórico. A obra tem 7 x 4 metros, teve o custo total de R$ 22 mil, dos quais R$ 17.490 são investimento do Programa Monumenta.
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23.9.10
27.8.10
Maria à la Fellini
Do portal Propaganda RS:
"(...) Quem visita a exposição (itinerante Maria Della Costa: Seu Teatro, Sua Vida) acaba tendo uma grata surpresa. A mostra é acompanhada por um material em vídeo exclusivo: Para Maria, Com Amor, um depoimento emocionante do ator Juca de Oliveira, um dos melhores amigos e grande admirador da atriz. O material é uma edição especial da entrevista que o ator concedeu para a equipe do longa-metragem Um Espetáculo Para Maria Della Costa, que está em produção.
No vídeo, Juca revela histórias de bastidores que viveu com a atriz nas peças em que contracenaram juntos e não exista em declarar que Maria Della Costa é a grande atriz do teatro brasileiro. “Maria tem o melhor repertório. É a única atriz brasileira que interpretou somente os grandes textos do teatro”, afirma Juca de Oliveira, citando inclusive peças como O Canto da Cotovia, A Alma Boa de Setsuan, O Anjo Negro, Depois da Queda e Gimba. Para Maria, Com Amor foi originalmente editado para apresentação na Homengem à Maria Della Costa, que aconteceu em novembro de 2009, quando a Câmara de Vereadores de Porto Alegre entregou à atriz a Comenda Porto do Sol. A exposição itinerante Seu Teatro, Sua Vida, realizada pelo Memorial da Câmara, foi inaugurada na ocasião. Além de Para Maria, Com Amor, o vídeo-poema Entre Todas as Marias, animação de Juliano Carpeggiani e texto da escritora florense Giovana Zilli, também é exibido na visitação.
Um Espetáculo Para Maria Della Costa
Produzido pela Supernatural Filmes, com direção de Juliano Carpeggiani, o longa-metragem Um Espetáculo Para Maria Della Costa será um híbrido de ficção e documentário. A história vai partir de um grupo de teatro fictício de Porto Alegre que vai montar um espetáculo sobre a atriz, contando desde a infância até a reprodução das principais peças. Os trechos documentais conduzirão a narrativa, com a incursão de depoimentos e imagens de arquivo. “É como se a companhia de teatro estivesse fazendo a pesquisa para montar a peça”, adianta Carpeggiani, que revela ainda que o passeio pelo real e o lúdico é inspirado, tanto narrativa como esteticamente, por Entrevista, de Frederico Fellini.
O diretor adianta que o roteiro, co-roteirizado com a documentarista Teresa Noll Trindade, irá propor um desnorteamento de realidade, sendo que, em alguns momentos, os atores da peça estarão representando os personagens reais, fora da peça. “Vamos contar a história de amor de Maria e Sandro Poloni, que acabou sendo o fundamento do sucesso da Companhia Maria Della Costa e motivo pelo qual ela abandona a carreira, quando ele adoece”, antecipa Carpeggiani.
A produção já encerrou a primeira das três fases de gravações, que consistiu na coleta dos principais depoimentos sobre a vida da atriz. Além de Juca de Oliveira, a escritora e pesquisadora Tânia Brandão, autora do livro Companhia Maria Della Costa: Uma Empresa e Seus Segredos, e a própria Maria, deram longos depoimentos que foram gravados no Teatro do Bourbon Country e no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, no final de 2009. A próxima etapa será as gravações do cotidiano da atriz em sua pousada em Paraty no Rio de Janeiro, a pesquisa de materiais de arquivo em vídeo, além da coleta de outros depoimentos. A terceira etapa será a realização da história de ficção. O longa-metragem tem produção executiva de Candida Schmidtt e direção de fotografia de Fernando Vanelli, que assim como Carpeggiani, também é conterrâneo da atriz."
Na coluna 3x4 do Carlinhos Santos:
"(...) Quem visita a exposição (itinerante Maria Della Costa: Seu Teatro, Sua Vida) acaba tendo uma grata surpresa. A mostra é acompanhada por um material em vídeo exclusivo: Para Maria, Com Amor, um depoimento emocionante do ator Juca de Oliveira, um dos melhores amigos e grande admirador da atriz. O material é uma edição especial da entrevista que o ator concedeu para a equipe do longa-metragem Um Espetáculo Para Maria Della Costa, que está em produção.
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| Juca de Olveira durante as gravações no Teatro Bourbon Country. Clique na foto para ampliar. (Foto: Fernando Vanelli) |
Um Espetáculo Para Maria Della Costa
Produzido pela Supernatural Filmes, com direção de Juliano Carpeggiani, o longa-metragem Um Espetáculo Para Maria Della Costa será um híbrido de ficção e documentário. A história vai partir de um grupo de teatro fictício de Porto Alegre que vai montar um espetáculo sobre a atriz, contando desde a infância até a reprodução das principais peças. Os trechos documentais conduzirão a narrativa, com a incursão de depoimentos e imagens de arquivo. “É como se a companhia de teatro estivesse fazendo a pesquisa para montar a peça”, adianta Carpeggiani, que revela ainda que o passeio pelo real e o lúdico é inspirado, tanto narrativa como esteticamente, por Entrevista, de Frederico Fellini.
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| Maria no Theatro São Pedro, um dos tantos palcos em que a sua história aconteceu. (Foto: Tiago Coelho) |
A produção já encerrou a primeira das três fases de gravações, que consistiu na coleta dos principais depoimentos sobre a vida da atriz. Além de Juca de Oliveira, a escritora e pesquisadora Tânia Brandão, autora do livro Companhia Maria Della Costa: Uma Empresa e Seus Segredos, e a própria Maria, deram longos depoimentos que foram gravados no Teatro do Bourbon Country e no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, no final de 2009. A próxima etapa será as gravações do cotidiano da atriz em sua pousada em Paraty no Rio de Janeiro, a pesquisa de materiais de arquivo em vídeo, além da coleta de outros depoimentos. A terceira etapa será a realização da história de ficção. O longa-metragem tem produção executiva de Candida Schmidtt e direção de fotografia de Fernando Vanelli, que assim como Carpeggiani, também é conterrâneo da atriz."
Na coluna 3x4 do Carlinhos Santos:
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16.7.10
10 filmes para ter orgulho do cinema nacional
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Para estrear o meu canal no Slideshare, fiz um infográfico comemorando o 19 de junho, dia do cinema brasileiro. Existe um movimento que afirma que é em 5 de novembro, mas creio que seja uma data comercial criada pelo Cinemark, com ingressos a R$ 2,00 pra ver Globo Filmes. De acordo com o site da Ancine é em 19 de julho que a gente deve pensar sobre a produção audiovisual brazuca. O Guia dos Curiosos relata que nesta data, em 1898, quando retornava de uma viagem à França, o cinegrafista italiano Afonso Segreto registrou as primeiras cenas em movimento em terras brasileiras. Era uma documentação da entrada da baía da Guanabara.
Confere aí em cima uma lista de 10 produções que muito me agradam. Como este blog é sobre o meu umbigo, o critério da lista são aqueles que considero as melhores produções nacionais desde a retomada. Além de ser os que mais gosto e respeito, também considerei a relevância desses filmes no cenário do cinema brasileiro. Pensando sobre a nossa falta de identidade e ao mesmo tempo sobre a falta de exploração da multipluralidade dela, elegi produções para questionar para onde o nosso cinema pode apontar - ou para onde poderia ter apontado.
Ao 15 anos, quando eu vi Terra Estrangeira em VHS e nem sabia quem era Walter Salles, tive duas impressões sobre cinema brasileiro: o áudio era desastroso* e que o Brasil poderia fazer thrillers competentes como os norteamericanos. Não era cinema comercial, mas dava a entender que poderia existir um cinema de apelo e qualidade aqui. Não foi o que aconteceu. Foram necessários mais alguns anos, até Cidade de Deus surgir e mostrar que o cinema de identidade também pode ter estética contemporânea e formato comercial. E mais uns bons anos para fazer um filmasso de ação pra assistir com combo no colo (Tropa de Elite) – e capaz de virar fraquia, como diz na cartilha de quem sabe fazer cinema como indústria. A razão por esses dois filmes não estarem na lista é justamente por todo mundo ter visto, ao contrário dos eleitos, que merecem uma corrida até a locadora – dois deles ainda não estão disponíveis para home video.
O que me chamou a atenção, quando revi a lista, foi que somente um desses filmes é descompromissado, uma comédia da Casa de Cinema. Os outros são produções festivaleiras, alguns com tons bem pesados e três excelentes documentários. De certa forma, esse infográfico levanta essa relação sobre cinema de identidade cultural e cinema comercial e mesmo sobre o bastante discutível Olimpo dos realizadores brasileiros. Afinal, o primeiro filme da lista é o único de um diretor espetacular que fez carreira na televisão.
*corrigido na edição em DVD.
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